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Boa
tarde, amigos!
Ainda
tento compreender as razões de
estarmos vivendo uma época em que as
pessoas marcam posição de forma tão
aguerrida. A "Fábula online" que
escrevi dias atrás é decorrente dessa
reflexão.
Precisamos
ter informação política e
posicionamento, sem dúvida. Porém a
democracia garante nossa liberdade, e
ela pressupõe nossa tolerância com
pensamentos distintos.
Por
isso, tenho feito questão de manter
alguma proximidade com pessoas que
pensam bem diferente de mim. Não
preciso entrar em debate a cada cinco
minutos sobre os tópicos divergentes,
mas pelo menos é uma demonstração da
convivência possível.
***
"Memento
mori" (Lembre-se de que vai morrer).
Esta frase teria sido dita por um
escravo a um imperador romano que
desfilava em glória pelas ruas. Na
circunstância, um duro golpe de
palavras.
Os
cemitérios também externam o tétrico
prazer de nos lembrar de nossa
mortalidade quando já estamos, de
todo modo, bem diante da morte: "És o
que fomos, serás o que somos", exibem
alguns. Ou, como na célebre inscrição
da Capela dos Ossos de Évora, em
Portugal: "Nós, ossos que aqui
estamos, pelos vossos
esperamos".
O
destino dos ossos nós já conhecemos,
mas e o das almas? Será
diferente?
***
Neste
link você encontra uma bela carta
escrita por Fernando Pessoa. Nela ele
fala sobre algumas de suas poesias,
suas dúvidas e explica como surgiram
seus principais heterônimos.
Para
quem não sabe, ou não se recorda,
Fernando Pessoa escreveu longas obras
que ele atribuía a poetas fictícios,
cuja vida e história ele criava
também. Esses poetas têm estilos
muito diferentes.
Meu
preferido sempre foi o "ortônimo", ou
"ele-mesmo", quer dizer, os poemas
que ele assinava como Fernando
Pessoa. Dentre os heterônimos, meu
preferido é Alberto
Caeiro.
Por
que não tirar 15 minutos da sua noite
para ler esta carta tão bonita, e
quem sabe ainda ler alguns dos
melhores poemas de Pessoa nesta página
aqui?
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BREVIDADES
Fábula online
Os dois se conheceram no
facebook.
Eram homens de 30 anos,
formados no mesmo curso
universitário. Ambos
corintianos e com os mesmos
hobbies: montar
quebra-cabeças e saltar de
paraquedas.
Os dois votavam no mesmo
partido. Eram brancos,
heterossexuais e a favor do
aborto. Nenhum deles
fumava, apenas bebiam
socialmente. Cerveja, mas
não destilados.
Um gostava de rock inglês e
MPB, o outro também. O
primeiro odiava molho
branco, assim como o
segundo.
Os dois eram contrários à
pena de morte, favoráveis a
Belo Monte, favoráveis às
cotas, contrários a redução
da maioridade penal.
Paulistanos, casados, de
classe média, adeptos de
ginástica, mas amantes de
chocolate. Os dois gostavam
de Breaking Bad e
detestavam Game of Thrones.
Assistiam filmes de ação,
mas não comédias.
Um postou que sua cor
preferida era o azul. O
outro comentou que gostava
mais do amarelo.
Ficaram inimigos
mortais.
Oh, tempos! Oh,
costumes!
Falando
sobre conflitos de gerações,
o médico inglês Ronald Gibson
começou uma conferência
citando quatro frases:
1) 'Nossa juventude adora o
luxo, é mal-educada, caçoa da
autoridade e não tem o menor
respeito pelos mais velhos.
Nossos filhos hoje são
verdadeiros tiranos. Eles não
se levantam quando uma pessoa
idosa entra, respondem a seus
pais e são simplesmente
maus.'
2) 'Não tenho mais nenhuma
esperança no futuro do nosso
país se a juventude de hoje
tomar o poder amanhã, porque
essa juventude é
insuportável, desenfreada,
simplesmente horrível.'
3) 'Nosso mundo atingiu seu
ponto crítico. Os filhos não
ouvem mais seus pais. O fim
do mundo não pode estar muito
longe.'
4) 'Essa juventude está
estragada até o fundo do
coração. Os jovens são
malfeitores e preguiçosos.
Eles jamais serão como a
juventude de antigamente. A
juventude de hoje não será
capaz de manter a nossa
cultura.'
Após ter lido as quatro
citações, ficou muito
satisfeito com a aprovação
que os espectadores davam às
frases.
Então, revelou a origem
delas:
- A primeira é de Sócrates
(470-399 a.C .)
- A segunda é de Hesíodo (720
a.C.)
- A terceira é de um
sacerdote do ano 2.000
a.C.
- E a quarta estava escrita
em um vaso de argila
descoberto nas ruínas
da
Babilônia (Atual Bagdá) e tem
mais de 4.000 anos de
existência.
[Texto que vi na internet há
alguns anos, sem anotação de
autoria.]
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Numa fila, o maior problema
não é ter muita gente na sua
frente. O maior problema é
nunca entrar ninguém
atrás.
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VLOG
MEUS VÍDEOS
Deem uma olhada no meu canal e
assinem! :-)
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Paulo Santoro é
escritor, dramaturgo e criador de
jogos.
Sua estreia no Teatro aconteceu em
2004, com a peça
O canto de Gregório, que foi
dirigida por Antunes Filho com o
Grupo de Teatro Macunaíma. Este
espetáculo foi posteriormente
remontado pelo Grupo Magiluth.
Também no Teatro, foi autor de
A mulher que ri,
Plínio contra as estrelas e
Carina está viva. Sua peça
O fim de todos os milagres,
ainda inédita no palco, foi publicada
em português e espanhol.
Lançará em 2015 seu primeiro romance,
A vida longa dos
vermes.
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Jogo de
tabuleiro
Em 2012, foi
publicado meu
jogo de
tabuleiro
Deterrence,
que tematiza
a corrida
armamentista
durante a
Guerra Fria.
Eu o
transformei
em um novo
jogo, que usa
apenas
cartas, e
será lançado
em breve como
Deterrence
2X62.
Mais
novidades em
breve!
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Claro que é
totalmente
GRATUITO.
:-)
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